O programa RadioLeitura foi ao ar neste domingo com transmissão do programa Multiculturarte em lugar do previsto, em decorrência de problemas técnicos em nível da Universitária 104.7 fm.
Como noticiado pela imprensa, a FCAA foi ocupada por grevistas da Ufes na sexta-feira e houve queda de energia no local e em e boa parte do campus de Goiabeiras. O ocorrido gerou problemas nos arquivos radiofônicos.
Ficam registradas nossas desculpas.
A Rede de Experiências em Leitura (RELer&fazer) é um programa de extensão universitária que estimula, organiza e propõe ações de leitura em seu sentido lato bem como desenvolve estudos teóricos sobre o que é o ato de ler. Coordenação Geral: Santinho Ferreira de Souza / Universidade Federal do Espírito Santo
domingo, 5 de agosto de 2012
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
RadioLeitura
O programa RadioLeitura vai ao ar no domingo, 5, com a participação da professora Drª Maria Amélia Dalvi Salgueiro.
Amélia Salgueiro vem desenvolvendo pesquisa bibliográfico-documental de orientação teórico-metodológica concernente à História Cultural na mesma perspectiva de como Roger Chartier compreende esse tema.
Seu objetivo é mapear práticas, representações e apropriações da leitura literária e da literatura no Espírito Santo, especialmente as viabilizadas e/ou contrafeitas por materiais didáticos quer tenham sido, quer não tenham sido produzidos explicitamente para esse fim. A pesquisadora não tem preocupação com construir uma história linear e cronologicamente organizada desses movimentos de práticas, representações e apropriações da leitura.
Maria Amélia tem vínculo funcional com o Centro de Educação da Ufes e atua na graduação de Letras, na graduação de Pedagogia e no programa de pós-graduação em Estudos Literários.
A conversa com Maria Amélia será conduzida por El-Buainim Vieira Machado Nunes, estudante da graduação em Letras-Português e aluno-pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Leitura e da RELer&fazer.
RadioLeitura
Todos os domingos, às 8h, na Universitária FM 104.7
Apresentação: Santinho Souza
Luiz Alberto Mendes: do semianalfabetismo e da prisão ao prêmio Jabuti
Luiz Alberto Mendes nasceu, em 4 de maio de 1952, em São Paulo. Jovem ainda, foi condenado a mais de 100 anos de prisão, dos quais cumpriu 32. Semianalfabeto, seu envolvimento com a leitura se deu pelo ouvido: a história de Jean Valjean lhe foi contada através do encanamento da solitária:
E o cara começou a contar história e eu não gostava, mas só tinha o cara pra conversar. E aí conversando, aí daqui a pouco ele começou a contar uma história de livro que me interessou. E o primeiro livro que ele me contou foi os “Os Miseráveis", do Victor Hugo. Livrão, que eu sei é dessa grossura assim, setecentas e cacetadas de páginas. Ele me contou em episódios porque não podia conversar, era só de madrugada.
Siga essa história com o Museu da Pessoa. Luiz Alberto Mendes também conversou com Antônio Abujamra em Provocações da TV Cultura aos 12 de junho de 2010. Em Letras e Leituras, pode-se saber um pouco mais sobre seu percurso. Adriana Ferrari da Biblioteca de São Paulo, por sua vez, nos faz conhecer um outro lado da moeda:
[...] a transformação da extinta Casa de Detenção de São Paulo no Parque da Juventude e a produção literária que explora relatos sobre o sistema carcerário, abordada através de depoimentos de Bonassi, co-roteirista do filme Carandiru, e Luiz Alberto Mendes, que ficou detido por mais de 30 anos e transformou sua experiência na prisão em literatura.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
"Frase do dia", uma das trilhas da Cátedra Unesco de Leitura PUC-Rio
A Cátedra Unesco de Leitura PUC-Rio tem suas trilhas recheadas de novidades. A RELer&fazer percorreu uma delas e, à medida que o ato de leitura se desenvolvia, seu ritmo ganhava volume.
Esta rede de leitura convida você para esta jornada: se não leio, não vivo; a leitura me informa e me transforma. Siga, vá por aqui.
Esta rede de leitura convida você para esta jornada: se não leio, não vivo; a leitura me informa e me transforma. Siga, vá por aqui.
Iluminações Brasileiras - aquarelas de Brigitte Mosser na Aliança Francesa
Brigitte Mosser expõe sua fluidez quimérica na Aliança Francesa em telas organizadas sob o título Iluminações Brasileiras.
No olhar de Jean-Pierre Klein,
"Brigitte Mosser é exploradora da essência dos fluidos corporais que nos constituem. Trágica da nossa circulação de fluidos, daquilo que nos escapa em constantes movimentos, as trocas que se tramam sem o nosso conhecimento, do que bate dentro, e que colore o nosso interior.
"Tudo que nos encobria torna-se transparente para revelar nossa substância que se move, aquela que funde o nosso verdadeiro ser por trás ou, antes, um pouco abaixo das aparências do nosso corpo.
"Ela configura as quimeras que somos no mais profundo de nós mesmos, feitas de junções imaginárias, que são como outros corpos que nos acompanham, corporeidades de tão reais como aquela que acreditamos ser a nossa identidade física.
"Esses fluxos, estas correntes que definem a nossa pele interior que parece ter dificuldade em contê-los, só se podem empreender no voo.
"Entretanto, aí está avida, com sua violência e suas ternuras, suas secreções, sua exsudações, suas umidades.
"A mulher aí se reconhece mais do que o homem, que se quer matéria espessa. Ele passa ao largo de todos os odores, os eflúvios, os sabores, as suavidades, os bouquets que resumem em um perfume as essências complexas que a compõem e em que ele poderia se reconhecer, se se abrisse um pouco à sua feminilidade secreta e as seus avatares oníricos.
Brigitte Mosser dá conta das intimidades, essas impressões carnais, mais sensações efêmeras que percepções conscientes, e que são indizíveis e não partilháveis, ainda que se tente, às vezes, dizer a nossos amigos íntimos, a nossos amores íntimos, sem se poder, realmente, comunicar-lhes nossos sentimentos, que sequer conseguimos nomear para nós próprios.
"Ela aflora o tremor de nossas vidas múltiplas, cheias de nossos humores, incluindo aqueles que vagueiam. Náiade dos possíveis do 'espaço interior' e seus 'longiquos interiores' (Henri Michaux)."
Iluminações Brasileiras
Brigitte Mosser
Curador: Clovis Aquino
Crítica: Jean-Pierre Klein
Aliança Francesa
Rua Alaor Queiroz de Araújo, 200
Enseada do Suá
Vitória ES
No olhar de Jean-Pierre Klein,
"Brigitte Mosser é exploradora da essência dos fluidos corporais que nos constituem. Trágica da nossa circulação de fluidos, daquilo que nos escapa em constantes movimentos, as trocas que se tramam sem o nosso conhecimento, do que bate dentro, e que colore o nosso interior.
"Tudo que nos encobria torna-se transparente para revelar nossa substância que se move, aquela que funde o nosso verdadeiro ser por trás ou, antes, um pouco abaixo das aparências do nosso corpo.
"Ela configura as quimeras que somos no mais profundo de nós mesmos, feitas de junções imaginárias, que são como outros corpos que nos acompanham, corporeidades de tão reais como aquela que acreditamos ser a nossa identidade física.
"Esses fluxos, estas correntes que definem a nossa pele interior que parece ter dificuldade em contê-los, só se podem empreender no voo.
"Entretanto, aí está avida, com sua violência e suas ternuras, suas secreções, sua exsudações, suas umidades.
"A mulher aí se reconhece mais do que o homem, que se quer matéria espessa. Ele passa ao largo de todos os odores, os eflúvios, os sabores, as suavidades, os bouquets que resumem em um perfume as essências complexas que a compõem e em que ele poderia se reconhecer, se se abrisse um pouco à sua feminilidade secreta e as seus avatares oníricos.
Brigitte Mosser dá conta das intimidades, essas impressões carnais, mais sensações efêmeras que percepções conscientes, e que são indizíveis e não partilháveis, ainda que se tente, às vezes, dizer a nossos amigos íntimos, a nossos amores íntimos, sem se poder, realmente, comunicar-lhes nossos sentimentos, que sequer conseguimos nomear para nós próprios.
"Ela aflora o tremor de nossas vidas múltiplas, cheias de nossos humores, incluindo aqueles que vagueiam. Náiade dos possíveis do 'espaço interior' e seus 'longiquos interiores' (Henri Michaux)."
Iluminações Brasileiras
Brigitte Mosser
Curador: Clovis Aquino
Crítica: Jean-Pierre Klein
Aliança Francesa
Rua Alaor Queiroz de Araújo, 200
Enseada do Suá
Vitória ES
Biblioteca Pública do Espírito Santo e sua programação do mês de agosto
A Biblioteca Pública do Espírito Santo Levy Cúrcio da Rocha - BPES tem programação variada para este mês de agosto de 2012.
As atividades acontecem no auditório da BPES, localizada na Avenida João Batista Parra, 165, na Praia do Suá, em Vitória ES, exceção feita ao Encontro de Representantes das Bibliotecas Públicas Municipais, que será realizado no auditório do Tribunal de Contas, na Enseada do Suá.
Contatos podem ser feitos pelos números (27) 3137-9351 e (27) 31379349.
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